Tentar decifrar o ponteiro...
Tarefa facil e duvidosa... nao fosse o relogio um sistema infiel e por tantos mundos fiavel.
Vou medir o tempo pelas lágrimas, pelas farpas alojadas no peito...
vou medir o tempo pela virtude e talvez pela minha, ou tua... ingenuidade.
Se chove... conto ate parar.
De dia... conto ate acabar.
De noite... conto ate adormecer.
É o tempo de partida e chegada... uma viola com acordes tristes e o sopro leve de um vento ainda audaz.
Ja acabou? – Perguntava ele na maior das confusoes.
Sim e não, quem sabe...- decifrava no meio de nuvens aromaticas, rastos de um cigarro mal acendido.
Era um choro, era uma melodia, era um tic tac inconfundivel... molhado, profundo e irritante.
Pousou a colher e sorveu o resto do café...
grande abraço
DaNi